Como proteger ambientes híbridos e multicloud no setor financeiro

Os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8% em relação ao ano anterior,

Atualizado em: 30/07/2026
Unidade de Negócio: ,

Os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8% em relação ao ano anterior, segundo a 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, feita em parceria com a Deloitte e divulgada em junho. O levantamento, que ouviu 25 instituições responsáveis por cerca de 85% dos ativos bancários do país, mostra que cloud e cibersegurança aparecem entre as prioridades de orçamento de quase todos os bancos consultados. 

O dado confirma um movimento que já vinha se desenhando: bancos, cooperativas de crédito, fintechs, seguradoras e instituições de pagamento têm ampliado o uso de múltiplos provedores de nuvem combinados com data centers próprios.  

Este artigo explica o que são ambientes híbridos, por que eles se tornaram estratégicos para o mercado financeiro, quais riscos de segurança essa arquitetura traz e quais práticas ajudam a proteger dados e operações sem abrir mão da escalabilidade que motivou a migração! Continue a leitura! 

O que são ambientes híbridos e por que eles se tornaram essenciais no setor financeiro? 

Ambientes híbridos combinam infraestrutura local, os data centers on-premises da própria instituição, com nuvens públicas e privadas de um ou mais provedores. Isso significa que os sistemas legados que processam transações críticas continuam rodando internamente, enquanto cargas de trabalho como análise de dados, aplicativos voltados ao cliente e modelos de inteligência artificial passam a rodar em nuvem. 

Para o setor financeiro, esse modelo resolve uma equação difícil. Bancos precisam manter sistemas centrais estáveis e auditáveis, mas também lançar produtos digitais em ritmo acelerado. A arquitetura híbrida permite escalar capacidade computacional conforme a demanda, manter continuidade de negócios mesmo diante de falhas pontuais e atender exigências regulatórias que determinam onde certos dados podem ficar armazenados.  

Em troca, exige uma camada de segurança e governança pensada para múltiplos ambientes ao mesmo tempo, não apenas para o perímetro tradicional da rede corporativa. 

Como a tecnologia em nuvem torna ambientes híbridos mais escaláveis? 

A computação em nuvem permite que uma instituição financeira aumente ou reduza capacidade de processamento em horas, não em meses, algo impensável quando a expansão dependia da compra e instalação de servidores físicos. Picos sazonais, como o volume de transações no fim de ano ou durante campanhas promocionais, deixam de exigir infraestrutura ociosa o resto do tempo. 

Essa elasticidade também sustenta a continuidade operacional. Cargas de trabalho podem ser redistribuídas entre nuvem e ambiente local em caso de indisponibilidade, o que reduz o tempo de resposta a incidentes.  

A automação de provisionamento de recursos e a padronização de processos entre os dois ambientes ajudam a controlar custos e evitam que a expansão vire um problema de gestão. Nada disso substitui, porém, políticas claras de segurança aplicadas de forma consistente onde quer que os dados estejam. 

Como gerenciar dados em ambientes híbridos? 

Gerenciar dados espalhados entre data center próprio e diferentes nuvens exige mais do que backup e firewall. A instituição precisa saber exatamente onde cada informação está, quem pode acessá-la e como ela se move entre sistemas. 

Uma gestão consistente costuma incluir: 

  • Classificação de dados, para diferenciar informações sensíveis de dados operacionais comuns e aplicar controles proporcionais ao risco; 
  • Criptografia em trânsito e em repouso, garantindo que dados capturados durante uma transferência entre ambientes não fiquem expostos; 
  • Controle de acessos centralizado, evitando que cada nuvem tenha sua própria política isolada de permissões; 
  • Monitoramento contínuo, o monitoramento proativo ajuda a identificar movimentações anômalas de dados antes que se tornem um incidente; 
  • Rotinas de backup e recuperação, testadas periodicamente e replicadas entre ambientes; 
  • Conformidade regulatória, alinhada a exigências como as do Banco Central e da LGPD sobre localização e tratamento de dados. 

A proteção de dados com cloud passa, na prática, por integrar essas camadas em uma única estratégia, e não por tratar cada ambiente como um projeto isolado de segurança. 

Confira também o texto: FinOps com Selbetti IT Solutions: Como estruturar governança e otimizar custos sem comprometer performance

Quais são os principais riscos de segurança em ambientes híbridos? 

Quanto mais pontos de integração entre nuvem e infraestrutura local, maior a superfície disponível para ataque. Os riscos mais recorrentes em instituições financeiras incluem: 

  • Credenciais comprometidas: acessos vazados ou reutilizados entre sistemas abrem caminho direto para dados sensíveis; 
  • Configurações incorretas na nuvem: buckets de armazenamento ou bancos de dados expostos por erro de configuração seguem entre as causas mais comuns de vazamento; 
  • Ransomware: ataques que criptografam dados e travam operações, com potencial de se espalhar entre ambiente local e nuvem se a segmentação for fraca; 
  • Exposição de APIs: interfaces mal protegidas que conectam sistemas internos a serviços externos; 
  • Shadow IT: uso de aplicações em nuvem sem aprovação nem visibilidade da área de TI; 
  • Falhas de integração: incompatibilidades entre políticas de segurança de diferentes provedores; 
  • Acessos privilegiados mal geridos: contas administrativas com permissões amplas demais e pouco monitoramento; 
  • Vazamento de dados: consequência direta de vários dos itens anteriores, com impacto regulatório e reputacional; 
  • Falta de visibilidade dos ativos: dificuldade de mapear tudo o que está rodando em cada ambiente em tempo real. 

Qualquer um desses pontos pode comprometer a continuidade das operações financeiras, motivo pelo qual bancos e fintechs tratam segurança em ambientes híbridos como parte da própria arquitetura, não como camada adicional. 

Como implementar ambientes híbridos eficientes e seguros? 

Colocar um ambiente híbrido em produção com segurança desde o início evita retrabalho e reduz exposição a riscos. Entre as práticas mais adotadas por instituições financeiras estão: 

  • Modelo Zero Trust, O Zero trust trata cada solicitação de acesso como potencialmente hostil até que seja verificada, independentemente de onde parta; 
  • Padronização de políticas de segurança entre nuvem e ambiente local, evitando regras divergentes por provedor; 
  • Gestão de identidades e acessos (IAM), com autenticação multifator e revisão periódica de permissões; 
  • Monitoramento contínuo, com alertas em tempo real para comportamentos fora do padrão; 
  • Automação de processos, reduzindo erro humano na configuração de ambientes; 
  • Segmentação de redes, limitando o alcance de um ataque caso ele ocorra; 
  • Planos de backup e recuperação de desastres, testados e documentados; 
  • Integração real entre local e nuvem, com visibilidade unificada em vez de painéis isolados por ambiente. 

Adotar essas práticas de forma isolada tem efeito limitado. O ganho de segurança aparece quando elas funcionam de forma integrada, com o mesmo padrão de governança aplicado a todos os ambientes. 

Como a Selbetti ajuda instituições financeiras a proteger ambientes híbridos? 

Proteger ambientes híbridos no setor financeiro exige competências que raramente estão concentradas em uma única equipe interna. A Selbetti atua nessa frente por meio de duas unidades de negócio complementares. 

Selbetti Cybersecurity Solutions 

A unidade de cibersegurança da Selbetti oferece, soluções de cibersegurança como o SOC 24×7 para monitoramento ininterrupto de ameaças, SIEM para correlação de eventos de segurança, XDR para detecção e resposta estendida, gestão de identidades e acessos (IAM), arquitetura zero trust, resposta a incidentes e proteção específica contra ransomware. O objetivo é dar visibilidade e capacidade de resposta rápida a ambientes que combinam múltiplos provedores de nuvem com sistemas locais. 

Selbetti IT Solutions 

Já a unidade de IT Solutions cuida da infraestrutura híbrida e multicloud propriamente dita: migração para cloud computing, modernização de ambientes legados, governança cloud, observabilidade, continuidade dos negócios e gestão contínua de infraestrutura, incluindo o custo de armazenamento em nuvem associado a cada arquitetura. 

A atuação conjunta das duas unidades permite tratar segurança e infraestrutura como parte de uma mesma estratégia, o que reduz riscos operacionais e acelera a modernização digital de bancos, fintechs, seguradoras e cooperativas de crédito. 

Conclusão 

Ambientes híbridos definem o futuro da infraestrutura tecnológica no setor financeiro, mas escalabilidade sem segurança e governança compromete qualquer ganho de eficiência. Proteger essas arquiteturas depende de monitoramento contínuo, automação e políticas consistentes entre nuvem e ambiente local.

A Selbetti apoia instituições financeiras nessa jornada, unindo Cybersecurity Solutions e IT Solutions.  

Conheça as soluções de tecnologia da Selbetti e saiba como garantir performance e segurança para a sua empresa!

Marcelo Cereto

Atua como Head da Unidade de Negócios de IT Solutions na Selbetti, empresa líder em tecnologia. Engenheiro Eletrônico com pós-graduação em Gestão Comercial, possui mais de 30 anos de experiência no setor, com forte atuação em liderança comercial e desenvolvimento de estratégias de crescimento. Assumiu a liderança da solução IT Solutions, levando ao mercado soluções em Cloud, Cybersecurity, ITO, Inteligência Artificial, Automação e FinOps. É reconhecido por sua visão estratégica e foco em resultados, lidera uma estrutura alinhada ao conceito One Stop Tech, com o propósito de acelerar a transformação digital dos clientes.
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