Gestão de resíduos em empresas: por onde começar?

Gestão de resíduos é uma prioridade legal e ambiental para empresas, mas dúvidas sobre classificação e destinação ainda dificultam sua
Atualizado em: 20/01/2026
Unidade de Negócio:

Toda empresa que gera ou manipula materiais precisa colocar a gestão de resíduos na sua lista de prioridades. Essa responsabilidade, que envolve o controle dos descartes produzidos pelo negócio, é fundamentada por normas ambientais, obrigações legais, padrões de segurança e parâmetros técnicos próprios de cada setor.

Há alguns anos, empresas comprometidas com responsabilidade ambiental e redução de riscos vêm buscando estruturar esse fluxo na prática. Porém, dúvidas sobre como começar, quais resíduos devem ser classificados e como definir a destinação adequada seguem atrasando a adoção da iniciativa.

Hoje, o time Selbetti vem para auxiliar em todas essas dúvidas.

Retomando, o que é gestão de resíduos

É uma prática que envolve o mapeamento, classificação, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte e destinação de tudo o que a empresa descarta ao longo de sua atividade.

Como cada empresa possui um fluxo próprio e específico de materiais, é natural que algumas gerem mais resíduos do que outras. Ainda assim, há categorias de resíduos comuns, presentes na maioria dos casos. São eles:

  • Papel, papelão e embalagens;
  • Plásticos;
  • Resíduos orgânicos;
  • Metais;
  • Vidros;
  • Têxteis;
  • Equipamentos eletrônicos;
  • Pilhas e baterias;
  • Cartuchos e toners;
  • Químicos e resíduos de limpeza;
  • Madeira;
  • Resíduos perigosos.

Benefícios da gestão integrada de resíduos

Um dos motivos que levam as organizações a estruturarem uma gestão integrada de resíduos é reduzir riscos ambientais associados a sua operação.

De fato, inicialmente esse é o fator predominante para mobilizar os investimentos na iniciativa — uma vez que o acúmulo desordenado ou o tratamento inadequado dos resíduos pode gerar passivos difíceis de reverter.

Porém, existem também outros negócios que buscam no gerenciamento integrado otimizar custos e melhorar a reputação ambiental da marca.

Empresas que organizam seus fluxos de descarte tendem a gastar menos com armazenamento, transporte e retrabalho — reduzindo custos diretos e indiretos. Fora isso, também ganham maior previsibilidade sobre o que produzem, o que descartam e quanto isso impacta seus processos.

A soma desses três ganhos favorece muito a governança ambiental, que faz com que a companhia não só avance no que é ESG nas empresas, como fortaleça sua posição perante clientes, fornecedores e órgãos reguladores.

Por onde começar a fazer a gestão de resíduos

Primeiramente, é necessário que a empresa faça um levantamento de todos os resíduos que ela gera ao longo do seu fluxo de trabalho: papéis, plásticos, metais, restos orgânicos, solventes, embalagens, equipamentos eletrônicos, insumos de limpeza, cartuchos, vidro, etc.

Essa seleção vai formar um inventário e, em cima disso, deve ser construído um plano de gestão que realmente funcione.

O plano deve, por recomendação, conter as seguintes etapas:

1- Mapeamento do fluxo O mapeamento é um trabalho que vai ajudar a enxergar o percurso real dos resíduos. Aqui caminhamos pelos setores, registramos onde surgem os materiais descartados, em que quantidade, com que frequência e sob quais condições.

Cada área da empresa apresenta um comportamento diferente, e essa leitura vai revelar se há volumes inesperados, mudanças ao longo dos turnos ou até mesmo variações sazonais.

2- Classificação dos resíduos conforme norma técnica Classificar não é apenas “colocar o resíduo na caixa certa”. É interpretar as características e enquadrá-lo dentro de normas, considerando toxicidade, potencial de contaminação, reações possíveis, inflamabilidade e grau de periculosidade.

Essa leitura mais técnica nos mostra o que exige um cuidado especial, o que pode ser reciclado e o que precisa de tratamento antes da destinação, inclusive no caso de descarte responsável de equipamentos tecnológicos.

3- Definição do acondicionamento e do armazenamento Depois de saber o que cada resíduo é, devemos decidir como ele será mantido dentro da empresa e de que forma. Será em bombonas, contêineres, big bags? E como funcionará o processo de vedação, resistência e manuseio?

Cada material demanda um tipo específico de contenção, seja por questões ligadas a risco químico, volume, umidade ou fragilidade.

4- Seleção de transportadores e destinatários Transportadores e destinatários precisam comprovar licenças atualizadas, capacidade técnica e estrutura apropriada para o tipo de resíduo que irão receber. 

Muitas empresas, antes de fechar contrato, realizam visitas técnicas para verificar como esses prestadores realmente operam. E, se possível, descobrir se estão alinhados à própria mentalidade da empresa.

Pontos importantes a serem avaliados:

  • Segregação correta;
  • Documentação disponível;
  • Logística reversa;
  • Licenciamento ambiental;
  • Instalações que evitam contaminação cruzada;
  • Registros de tratamento coerentes com o que é declarado.

5- Implantação de controles e rastreio Com os fluxos orquestrados, precisamos formalizar a gestão de resíduos. Ou seja, registrar tudo o que entra, sai e como está sendo realizada a movimentação interna e externa.

Para garantir a validade e a segurança dessas informações, muitas empresas recorrem à assinatura digital e eletrônica de documentos para formalizar manifestos, certificados de destinação e notas de transporte. Cada dado é importante para comprovar que o processo segue o que a legislação exige.

6- Capacitação das equipes A capacitação será responsável por preparar as pessoas sobre como fazer a gestão de resíduos e como agir no caso de imprevistos (do tipo acidentes ou derramamentos).

Quanto melhor for a capacitação rotineira, menor a chance de ocorrerem misturas indevidas ou descarte inadequado de resíduos.

7- Acompanhamento Assim como toda e qualquer prática gerencial, a gestão de resíduos precisa ser acompanhada de perto para assegurar que as iniciativas estão surtindo efeito ou se precisam de alterações.

Esse acompanhamento deve ser realizado por meio de indicadores, como:

  • Volume de resíduos gerado por área;
  • Custo por tonelada;
  • Taxa de reciclagem;
  • Tempo médio de armazenamento;
  • Reincidência de erros.

A tecnologia como aliada na redução de resíduos

Fazer a gestão correta do que é descartado é vital, mas o cenário ideal é trabalhar para gerar menos resíduos desde a origem. É aqui que a tecnologia e a eficiência operacional se encontram com a sustentabilidade.

Ao digitalizar processos e adotar soluções inteligentes, sua empresa ataca o problema na raiz:

  • Menos papel: A digitalização de documentos elimina a necessidade de impressões físicas e armazenamento de arquivos mortos.
  • Menos insumos: Estratégias como o outsourcing de impressão garantem o uso racional de toner e papel, evitando desperdícios e descartes desnecessários.
  • Ciclo de vida inteligente: A gestão correta dos ativos de TI prolonga a vida útil dos equipamentos, retardando o momento do descarte e garantindo que, quando ele ocorrer, seja feito de forma certificada e segura.

A Selbetti não realiza a coleta de resíduos comuns, mas atua como sua parceira estratégica para tornar sua operação mais limpa, eficiente e digital, reduzindo o volume de descartes que sua empresa precisa gerenciar.

Quer tornar seus processos mais sustentáveis e eficientes? Fale com nossos especialistas e conheça os nossos softwares de gestão de documentos e processos!

marketing@selbetti.com.br

Assine nossa newsletter

profissionais em reunião para ilustrar texto sobre gestão de resíduos

Gestão de resíduos em empresas: por onde começar?

Gestão de resíduos é uma prioridade legal e ambiental para empresas, mas dúvidas sobre classificação e destinação ainda dificultam sua adoção...
Novo aplicativo S-SIGN: gestão completa de assinaturas na sua mão

Novo aplicativo S-SIGN: a gestão completa de assinaturas na sua mão

Selbetti Process Solutions acaba de lançar o novo aplicativo S-SIGN, solução redesenhada para gestão completa de assinatura na palma da mão....

Conteúdos relacionados