O atendimento em serviços de urgência e emergência exige decisões rápidas e precisas, principalmente em cenários de alta demanda. Nesses ambientes, atender os pacientes por ordem de chegada pode colocar vidas em risco.
É justamente para garantir que os casos mais graves recebam assistência no menor tempo possível que o Protocolo de Manchester se tornou uma das metodologias de classificação de risco mais utilizadas em hospitais e prontos-socorros no Brasil e no mundo. Ao mesmo tempo, o aumento constante da demanda por serviços de saúde torna indispensável o uso de processos bem estruturados e tecnologias capazes de tornar a triagem mais eficiente e segura.
Esse desafio pode ser observado nos próprios indicadores da saúde brasileira. O Observatório de Política e Gestão Hospitalar da Fiocruz disponibiliza painéis públicos com dados sobre internações, leitos, profissionais de saúde, estabelecimentos hospitalares e indicadores assistenciais, oferecendo uma visão abrangente da capacidade e do desempenho da rede hospitalar brasileira.
Essas informações reforçam a importância de monitorar continuamente os serviços de urgência e adotar práticas que reduzam gargalos, filas e tempos de espera por meio de uma gestão baseada em dados.
Neste artigo, você vai entender o que é o Protocolo de Manchester, como funciona a classificação de risco, quais são seus benefícios para pacientes e instituições de saúde e de que forma a tecnologia — com soluções de digitalização, automação, inteligência artificial e análise de dados — pode apoiar hospitais na redução de filas, na otimização do fluxo assistencial e na melhoria da experiência de pacientes e equipes. Continue a leitura!
O que é o protocolo de manchester?
O Protocolo de Manchester é um sistema de classificação de risco desenvolvido para priorizar o atendimento de pacientes em serviços de urgência e emergência de acordo com a gravidade do seu quadro clínico, e não pela ordem de chegada.
Criado em 1997 pelo Manchester Triage Group, no Reino Unido, o protocolo utiliza fluxogramas clínicos e discriminadores para identificar o nível de prioridade de cada paciente, classificando-o em cinco categorias representadas por cores, cada uma com um tempo máximo recomendado para atendimento.
As cores do Protocolo de Manchester representam diferentes níveis de prioridade, variando de acordo com a gravidade do quadro clínico do paciente. O vermelho indica atendimento imediato, o laranja indica atendimento urgente, o amarelo indica atendimento prioritário, o verde indica atendimento padrão, o azul indica atendimento não urgente e o cinza indica pacientes que não necessitam de atendimento médico.
Seu principal objetivo é garantir que os casos mais críticos sejam atendidos rapidamente, promovendo mais segurança ao paciente, melhor organização do fluxo assistencial e maior eficiência na gestão dos serviços de saúde.
Como funciona o Protocolo de Manchester na triagem?
Na prática, o Protocolo de Manchester é aplicado logo na chegada do paciente ao serviço de urgência ou emergência. Após a identificação, um profissional de enfermagem capacitado realiza uma avaliação clínica baseada em sinais, sintomas e queixas principais, utilizando fluxogramas e critérios padronizados para definir o nível de prioridade do atendimento.
Essa classificação garante que os casos mais graves sejam atendidos primeiro, reduzindo riscos, diminuindo o tempo de espera para pacientes críticos e tornando o fluxo assistencial mais eficiente. Para que o protocolo funcione de forma adequada, é essencial investir na capacitação das equipes, estruturar processos bem definidos, garantir comunicação ágil entre os profissionais e contar com tecnologias que apoiem a identificação correta dos pacientes.
Nesse contexto, soluções como as etiquetas de identificação contribuem para uma triagem mais segura, reduzindo erros de identificação e assegurando o correto acompanhamento do paciente durante todas as etapas do atendimento.
Qual a diferença entre Protocolo de Manchester e outros sistemas?
Embora existam diferentes metodologias de classificação de risco utilizadas em serviços de urgência e emergência, o Protocolo de Manchester se destaca por utilizar uma abordagem padronizada baseada em fluxogramas clínicos e discriminadores específicos, o que reduz a subjetividade na tomada de decisão e torna a triagem mais consistente.
Outros sistemas, como o Emergency Severity Index (ESI), muito utilizado nos Estados Unidos, também consideram a gravidade do paciente, mas incorporam a estimativa de recursos que serão necessários durante o atendimento. Já a Escala Canadense de Triagem e Acuidade (CTAS) classifica os pacientes em cinco níveis de prioridade com foco na urgência clínica, enquanto o Australasian Triage Scale (ATS) é amplamente utilizado na Austrália e na Nova Zelândia, seguindo critérios semelhantes.
No Brasil, o Protocolo de Manchester tornou-se uma das metodologias mais difundidas por oferecer critérios claros, tempos máximos recomendados para atendimento e maior padronização dos processos, contribuindo para decisões mais seguras, melhor gestão do fluxo de pacientes e maior eficiência operacional nos serviços de saúde.
Como aplicar o Protocolo de Manchester em emergências?
Para aplicar o Protocolo de Manchester de forma eficiente e garantir uma triagem segura, é necessário estruturar pessoas, processos e tecnologia. Entre as principais ações estão:
- Capacitar continuamente a equipe de enfermagem e os profissionais envolvidos na triagem sobre a aplicação correta do protocolo e seus critérios de classificação.
- Padronizar os processos de atendimento, definindo fluxos claros desde a recepção do paciente até o encaminhamento para o atendimento médico.
- Estabelecer protocolos de comunicação entre recepção, enfermagem, médicos e demais equipes para garantir agilidade na tomada de decisão.
- Garantir a identificação correta dos pacientes, utilizando soluções como pulseiras e etiquetas de identificação para reduzir erros e assegurar a rastreabilidade durante toda a jornada assistencial.
- Digitalizar a triagem, adotando sistemas que automatizem o registro das informações clínicas e da classificação de risco.
- Integrar os sistemas hospitalares, conectando prontuário eletrônico, gestão hospitalar, laboratório, imagem e demais plataformas para agilizar o fluxo de informações.
- Monitorar indicadores de desempenho, como tempo de espera, tempo até o primeiro atendimento, taxa de reclassificação e tempo médio de permanência, promovendo melhorias contínuas.
- Utilizar dashboards e análise de dados para acompanhar a demanda em tempo real e apoiar decisões operacionais.
- Automatizar processos administrativos, reduzindo tarefas manuais e permitindo que as equipes concentrem esforços no atendimento ao paciente.
- Empregar inteligência artificial e ferramentas preditivas, quando disponíveis, para identificar gargalos, prever picos de demanda e otimizar a alocação de recursos.
- Realizar auditorias e revisões periódicas do processo de classificação de risco para garantir aderência ao protocolo e identificar oportunidades de melhoria.
- Promover educação continuada e simulações práticas, assegurando que a equipe mantenha o conhecimento atualizado e esteja preparada para situações críticas.
Essa combinação de processos padronizados, profissionais capacitados e tecnologias integradas é fundamental para que o Protocolo de Manchester alcance seu principal objetivo: priorizar corretamente os pacientes, reduzir filas, aumentar a segurança assistencial e melhorar a eficiência operacional dos serviços de urgência e emergência.
Como utilizar a tecnologia para reduzir filas e otimizar o atendimento do paciente?
A adoção de tecnologias na saúde voltadas para a gestão hospitalar é uma das formas mais eficazes de reduzir filas, aumentar a eficiência operacional e oferecer uma experiência mais segura ao paciente. Quando integradas aos processos assistenciais, essas soluções automatizam tarefas, fornecem informações em tempo real e apoiam a tomada de decisão, permitindo que hospitais e clínicas atendam mais pessoas com qualidade e agilidade. Confira as tecnologias que podem ser aplicadas:
Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)
O prontuário eletrônico centraliza todas as informações clínicas do paciente em um único ambiente digital, eliminando a dependência de documentos físicos. Com acesso rápido ao histórico médico, exames, prescrições e alergias, os profissionais conseguem realizar a triagem e o atendimento com mais rapidez, reduzindo o tempo de permanência na emergência e evitando retrabalho e melhorando a experiência do paciente.
Sistemas digitais de classificação de risco
Softwares específicos para triagem automatizam a aplicação do Protocolo de Manchester, orientando os profissionais durante a classificação de risco e garantindo maior padronização dos critérios clínicos. Além de reduzir a subjetividade da avaliação, esses sistemas aceleram o processo de triagem e contribuem para que pacientes críticos sejam priorizados corretamente.
Soluções de identificação de pacientes
Pulseiras e etiquetas com código de barras ou tecnologia RFID garantem a identificação correta do paciente desde a recepção até a alta hospitalar. Essa tecnologia reduz erros de identificação, evita trocas de exames e medicamentos, melhora a rastreabilidade das informações e aumenta a segurança durante toda a jornada assistencial.
Painéis de gestão em tempo real (Dashboards)
Dashboards operacionais permitem acompanhar indicadores como tempo de espera, número de pacientes em atendimento, ocupação de leitos e produtividade das equipes em tempo real. Essas informações ajudam gestores a identificar gargalos rapidamente e tomar decisões para redistribuir recursos e reduzir filas.
Business Intelligence (BI) e análise de dados
Ferramentas de BI transformam dados operacionais em informações estratégicas para a gestão hospitalar. Com elas, é possível identificar padrões de demanda, prever períodos de maior movimento, analisar tempos médios de atendimento e monitorar indicadores de desempenho, apoiando decisões que aumentam a eficiência do serviço.
Inteligência Artificial (IA)
A Inteligência Artificial pode analisar grandes volumes de dados para identificar padrões de atendimento, prever picos de demanda e apoiar decisões clínicas e operacionais. Em conjunto com outras tecnologias, ela contribui para uma melhor alocação de profissionais, redução de gargalos e melhoria contínua dos processos hospitalares.
Automação de processos (Workflow e BPM)
Soluções de automação como o BPMS eliminam tarefas manuais e repetitivas, como encaminhamento de solicitações, aprovações e atualização de informações entre setores. Isso reduz o tempo entre as etapas do atendimento, melhora a comunicação entre as equipes e permite que os profissionais dediquem mais tempo ao cuidado do paciente.
Integração entre sistemas hospitalares
A integração entre prontuário eletrônico, laboratório, diagnóstico por imagem, farmácia e sistemas de gestão garante que todas as informações estejam disponíveis em tempo real para os profissionais. Isso reduz retrabalho, elimina a duplicidade de registros e acelera a tomada de decisão durante o atendimento.
Gestão inteligente de leitos
Sistemas de gestão de leitos monitoram a ocupação hospitalar em tempo real, permitindo identificar rapidamente vagas disponíveis, agilizar internações e altas e reduzir o tempo que pacientes permanecem aguardando um leito na emergência.
Autoatendimento e pré-cadastro digital
Ferramentas de autoatendimento e pré-cadastro permitem que o paciente informe seus dados antes mesmo da consulta ou da chegada ao hospital. Essa automação reduz filas na recepção, diminui o tempo de cadastro e agiliza o início do atendimento e melhora o relacionamento com o paciente.
Comunicação omnichannel
Plataformas de comunicação integradas e enviam atualizações automáticas para pacientes e acompanhantes sobre o andamento do atendimento, orientações e próximos passos. Além de melhorar a experiência do usuário, essa tecnologia reduz dúvidas e diminui a sobrecarga das equipes administrativas.
Computação em nuvem
A computação em nuvem permite que informações hospitalares sejam acessadas com segurança em diferentes unidades e dispositivos, garantindo alta disponibilidade dos sistemas e facilitando a integração entre equipes e serviços. Além disso, oferece maior escalabilidade da TI e reduz custos com infraestrutura de TI.
Soluções de gestão de processos hospitalares
Plataformas de gestão de processos permitem mapear, padronizar, automatizar e monitorar fluxos assistenciais e administrativos. Ao identificar gargalos, eliminar atividades que não agregam valor e acompanhar indicadores de desempenho, essas soluções tornam o atendimento mais eficiente, reduzem o tempo de espera e promovem uma melhoria contínua da operação hospitalar.
Ao integrar essas tecnologias em uma estratégia de transformação digital, hospitais conseguem tornar o atendimento mais ágil, seguro e eficiente.
Leia também o texto: Revenue Cycle Management na saúde: por que começa na operação, não no financeiro
Como as soluções da Selbetti podem ajudar na gestão de hospitais e no atendimento a pacientes?
Como One Stop Tech, a Selbetti reúne um ecossistema de soluções capazes de apoiar hospitais, clínicas e demais organizações de saúde em toda a jornada de transformação digital na saúde, desde a infraestrutura tecnológica até a automação de processos e o uso de inteligência artificial. Confira abaixo as principais soluções da Selbetti voltadas para a área da saúde.
Gestão de processos (BPMS)
As soluções de Business Process Management (BPMS) permitem mapear, padronizar, automatizar e monitorar processos assistenciais e administrativos.
Como ajudam os hospitais:
- Automatizam fluxos de internação, alta, autorizações e encaminhamentos.
- Reduzem atividades manuais e retrabalho.
- Padronizam processos conforme normas e protocolos.
- Aumentam a produtividade das equipes.
- Facilitam a gestão por indicadores e a melhoria contínua.
Plataforma de atendimento omnichannel
A plataforma omnichannel integra todos os canais de comunicação entre pacientes e instituição de saúde em um único ambiente.
Como ajuda os hospitais:
- Centraliza atendimentos por WhatsApp, telefone, chat, e-mail e outros canais.
- Automatiza agendamentos, confirmações e lembretes de consultas e exames.
- Diminui faltas (no-show).
- Reduz a sobrecarga das equipes de atendimento.
- Melhora a experiência do paciente antes, durante e após o atendimento.
Hawk: Inteligência Artificial para gestão hospitalar
O Hawk, IA de automação de glosas e Gestão de ciclo de receitas hospitalares, analisa grandes volumes de dados clínicos e administrativos, auxiliando a gestão hospitalar.
Como ajuda os hospitais:
- Identifica oportunidades de melhoria operacional.
- Apoia auditorias hospitalares e análise de contas médicas.
- Detecta inconsistências que podem gerar perdas financeiras.
- Utiliza IA para apoiar decisões mais rápidas e assertivas.
- Contribui para aumentar a eficiência operacional e financeira.
Infraestrutura de TI e Cloud
Uma operação hospitalar depende da disponibilidade contínua dos sistemas. A Selbetti oferece soluções completas de infraestrutura, cloud, gestão de ambientes de TI e datacenter.
Como ajudam os hospitais:
- Garantem alta disponibilidade dos sistemas críticos.
- Reduzem indisponibilidades que impactam o atendimento.
- Permitem escalabilidade conforme o crescimento da instituição.
- Melhoram a segurança e o desempenho dos ambientes tecnológicos.
- Facilitam a integração entre unidades hospitalares.
Cibersegurança
Hospitais lidam diariamente com informações altamente sensíveis. As soluções de cibersegurança da Selbetti ajudam a proteger pacientes e a operação.
Como ajudam os hospitais:
- Monitoram ameaças em tempo real.
- Protegem prontuários eletrônicos e dados clínicos.
- Previnem ataques como ransomware.
- Auxiliam na conformidade com a LGPD.
- Garantem maior continuidade operacional.
Identificação de pacientes (etiquetas, pulseiras e RFID)
- A Selbetti oferece um ecossistema completo de soluções de etiquetas- Label Solutions, que combina etiquetas, pulseiras hospitalares, ribbons, impressoras térmicas, leitores de código de barras, coletores de dados e tecnologias de Identificação automática e captura de Dados (AIDC). Essas soluções garantem precisão, rastreabilidade e integração com os sistemas hospitalares, tornando a identificação do paciente mais segura em todas as etapas da jornada assistencial.
Como ajuda os hospitais:
- Evita erros de identificação.
- Reduz riscos de troca de medicamentos e exames.
- Garante rastreabilidade durante toda a jornada do paciente.
- Agiliza processos de internação e atendimento.
- Pode ser integrada ao prontuário eletrônico e aos sistemas hospitalares.
Outsourcing e gestão de dispositivos de TI
A gestão eficiente dos equipamentos de ti garante maior disponibilidade para as equipes de saúde.
Como ajuda os hospitais:
- Gerencia notebooks, computadores, tablets e dispositivos móveis.
- Mantém equipamentos atualizados e seguros.
- Reduz custos de aquisição e manutenção.
- Agiliza o suporte técnico.
- Garante maior disponibilidade dos recursos tecnológicos.
Ao integrar automação, inteligência artificial, infraestrutura, comunicação, identificação de pacientes e gestão de processos em um único ecossistema, a Selbetti ajuda hospitais e clínicas a acelerar sua transformação digital.
O resultado é uma operação mais eficiente, redução de custos, maior segurança da informação, processos mais inteligentes e uma experiência de atendimento mais ágil, segura e humanizada para pacientes e profissionais de saúde.
Conclusão:
Ao combinar o Protocolo de Manchester com processos bem estruturados e tecnologias integradas, hospitais conseguem reduzir filas, otimizar o atendimento e aumentar a segurança do paciente.
Como One Stop Tech, a Selbetti oferece soluções end to end para transformar a gestão hospitalar, da infraestrutura de TI à automação, IA e identificação de pacientes.

