Resolução CFM nº 2.454/2026: checklist para hospitais e clínicas se adequarem à nova regulamentação da IA 

Resolução CFM: entenda regras, impactos e boas práticas para a saúde digital.
Atualizado em: 10/07/2026
Unidade de Negócio: ,

No início de 2026, a inteligência artificial consolidou seu espaço na medicina brasileira. Uma reportagem publicada por O Globo mostrou que a tecnologia já faz parte da rotina de hospitais e clínicas em diferentes etapas do cuidado ao paciente, desde a análise de exames até o apoio à prática clínica e ao desenvolvimento de novos medicamentos.  

Isso levou especialistas e entidades do setor a defenderem regras mais claras para garantir segurança, transparência e responsabilidade no uso dessas ferramentas. Esse movimento ganhou ainda mais força com a publicação da Resolução CFM nº 2.454/2026, primeira norma brasileira voltada especificamente ao uso da inteligência artificial na medicina. 

Para hospitais e clínicas, a mudança vai além da adoção de novas ferramentas. A regulamentação exige processos estruturados, governança, rastreabilidade das decisões, supervisão médica e monitoramento contínuo dos sistemas. Neste artigo, você confere as principais mudanças trazidas pela resolução e um checklist para adequar sua instituição às novas exigências. Confira! 

O que muda com a Resolução CFM nº 2.454/2026? 

A Resolução CFM nº 2.454/2026 representa o primeiro marco regulatório específico para o uso da inteligência artificial na prática médica. A norma não impede a adoção dessas tecnologias, mas estabelece critérios para que sejam utilizadas de forma ética, segura, transparente e compatível com a responsabilidade profissional dos médicos.  

Na prática, hospitais e clínicas passam a precisar de mecanismos formais para controlar todo o ciclo de vida das soluções de IA utilizadas em atividades clínicas e assistenciais. Isso inclui desde a avaliação inicial dos riscos até o acompanhamento contínuo do desempenho dos modelos. 

Entre os principais requisitos previstos estão: 

  • Classificação dos sistemas de IA conforme o nível de risco assistencial. 
  • Supervisão médica obrigatória em decisões clínicas apoiadas por algoritmos. 
  • Registro e documentação das recomendações geradas pela tecnologia. 
  • Monitoramento contínuo dos modelos utilizados. 
  • Auditoria dos processos relacionados à IA. 
  • Proteção de dados pessoais e sensíveis dos pacientes. 
  • Transparência sobre o uso da tecnologia nos processos assistenciais. 
  • Estruturas formais de governança de IA na saúde. 

Para as instituições de saúde, o desafio passa a ser operacionalizar essas exigências de maneira consistente. Isso exige integração entre áreas clínicas, tecnologia, jurídico, compliance e segurança da informação. 

Quem precisa se adequar à Resolução CFM? 

A regulamentação se aplica a qualquer organização ou profissional que utilize inteligência artificial como apoio à prática médica. O alcance da norma é amplo e abrange tanto atividades diretamente relacionadas ao diagnóstico quanto sistemas utilizados para apoio à tomada de decisão clínica. 

Na prática, o enquadramento inclui diferentes perfis de organizações do setor. 

Estão entre os principais públicos impactados: 

  • Hospitais públicos e privados. 
  • Clínicas médicas de diferentes especialidades. 
  • Centros de diagnóstico por imagem. 
  • Laboratórios de análises clínicas. 
  • Consultórios que utilizam ferramentas de apoio clínico. 
  • Operadoras de saúde que adotam sistemas de IA em processos assistenciais. 
  • Empresas que desenvolvem ou operam tecnologias aplicadas à medicina. 

O ponto central é simples: sempre que a inteligência artificial influenciar decisões relacionadasa experiência do paciente, as exigências da Resolução CFM nº 2.454/2026 passam a fazer parte da rotina de conformidade da instituição. 

Checklist: como adequar hospitais e clínicas à Resolução CFM nº 2.454/2026? 

A adequação exige uma abordagem multidisciplinar. O primeiro passo consiste em compreender quais tecnologias já estão em uso e como elas impactam processos clínicos e administrativos. 

As principais etapas incluem: 

  • Mapear todas as soluções de IA utilizadas: criar um inventário completo dos sistemas empregados na organização. 
  • Identificar riscos clínicos: avaliar potenciais impactos sobre diagnósticos, tratamentos e decisões médicas. 
  • Criar políticas de governança: definir responsabilidades, controles e critérios de uso da tecnologia. 
  • Garantir supervisão médica: manter a atuação do profissional de saúde como elemento central da decisão clínica. 
  • Registrar decisões apoiadas por IA: documentar recomendações geradas e ações realizadas. 
  • Documentar fluxos clínicos: formalizar procedimentos que envolvam algoritmos e automação. 
  • Implantar auditorias periódicas: verificar aderência às políticas internas e exigências regulatórias. 
  • Garantir rastreabilidade: permitir a identificação das etapas percorridas por dados e modelos. 
  • Integrar sistemas: eliminar silos de informação que dificultem monitoramento e governança. 
  • Fortalecer a segurança da informação: proteger dados sensíveis contra acessos indevidos e vazamentos. 
  • Revisar práticas de LGPD: alinhar todas as operações envolvendo dados pessoais à legislação vigente. 
  • Capacitar equipes: treinar profissionais clínicos e administrativos sobre responsabilidades e riscos. 
  • Monitorar continuamente os modelos de IA: avaliar desempenho, precisão e possíveis desvios ao longo do tempo. 

Esse processo está diretamente ligado às iniciativas de transformação digital na saúde e à necessidade crescente de estruturar ambientes tecnológicos capazes de sustentar inovação com segurança e conformidade. 

Quais são os principais erros que hospitais e clínicas devem evitar no uso de IA? 

A adoção acelerada de soluções de inteligência artificial na saúde levou muitas instituições a priorizarem ganhos operacionais sem estabelecer mecanismos adequados de controle. Esse comportamento aumenta riscos regulatórios e assistenciais. 

Os erros mais frequentes incluem: 

  • Utilizar IA sem supervisão médica: transferir decisões clínicas integralmente para algoritmos compromete a responsabilidade profissional. 
  • Não documentar decisões apoiadas pela tecnologia: a ausência de registros dificulta auditorias e investigações futuras. 
  • Implantar ferramentas sem avaliação de risco: sistemas aparentemente simples podem produzir impactos clínicos relevantes. 
  • Manter ambientes não integrados: informações fragmentadas prejudicam rastreabilidade e governança. 
  • Negligenciar a proteção de dados: vazamentos de informações médicas geram riscos financeiros e reputacionais significativos. 
  • Deixar de treinar profissionais: equipes sem capacitação tendem a utilizar a tecnologia de forma inadequada. 
  • Ignorar monitoramento contínuo: modelos podem perder precisão ou apresentar comportamentos inesperados ao longo do tempo. 
  • Ausência de governança formal: sem regras claras, a instituição perde visibilidade sobre o uso da IA. 

Como a Selbetti ajuda hospitais e clínicas a ficarem em conformidade com a Resolução CFM nº 2.454/2026? 

Atender às exigências da regulamentação da IA na saúde exige ir além da tecnologia. As instituições precisam estruturar governança, monitoramento, segurança e gestão de dados de forma integrada. Nesse cenário, a Selbetti atua como parceira estratégica para acelerar a adequação regulatória. 

Selbetti Data & IA Solutions 

A governança de IA na saúde depende de informações confiáveis, processos monitorados e mecanismos que permitam acompanhar o desempenho dos modelos utilizados. 

A unidade Data & IA Solutions apoia as organizações por meio de: 

  • Governança e qualidade de dados. 
  • Analytics para apoio à tomada de decisão. 
  • Monitoramento contínuo de modelos de inteligência artificial. 
  • Dashboards para acompanhamento de indicadores críticos. 
  • Automação de processos operacionais. 
  • Estruturas de rastreabilidade e documentação. 

Entre os recursos disponíveis, o Quality Manager contribui para o controle e a governança dos processos relacionados à inteligência artificial, fortalecendo a conformidade exigida pela Resolução CFM nº 2.454/2026. 

Selbetti Cybersecurity Solutions 

A proteção de dados ocupa posição central na nova regulamentação. Hospitais e clínicas precisam demonstrar capacidade de proteger informações sensíveis e manter ambientes resilientes contra ameaças digitais. 

A unidade Cybersecurity Solutions contribui com: 

  • Proteção de dados sensíveis de pacientes. 
  • Gestão de identidades e acessos. 
  • Monitoramento contínuo de ameaças. 
  • Resposta a incidentes de segurança. 
  • Gestão de vulnerabilidades. 
  • Apoio à conformidade com a LGPD. 
  • Fortalecimento da infraestrutura digital hospitalar. 

A combinação entre segurança, governança e gestão de dados cria uma base sólida para o uso responsável da inteligência artificial em ambientes clínicos. 

Conclusão 

A Resolução CFM nº 2.454/2026 inaugura uma nova fase para a inteligência artificial na saúde, marcada por requisitos de governança, transparência e supervisão contínua. A Selbetti reúne expertise em Data & IA e Cybersecurity para apoiar essa jornada. Conheça as soluções da empresa e acelere sua conformidade regulatória com segurança e eficiência!  

Marcelo Cereto

Atua como Head da Unidade de Negócios de IT Solutions na Selbetti, empresa líder em tecnologia. Engenheiro Eletrônico com pós-graduação em Gestão Comercial, possui mais de 30 anos de experiência no setor, com forte atuação em liderança comercial e desenvolvimento de estratégias de crescimento. Assumiu a liderança da solução IT Solutions, levando ao mercado soluções em Cloud, Cybersecurity, ITO, Inteligência Artificial, Automação e FinOps. É reconhecido por sua visão estratégica e foco em resultados, lidera uma estrutura alinhada ao conceito One Stop Tech, com o propósito de acelerar a transformação digital dos clientes.
médica usando ia para ilustrar texto sobre resolução do crm

Resolução CFM nº 2.454/2026: checklist para hospitais e clínicas se adequarem à nova regulamentação da IA 

Resolução CFM: entenda regras, impactos e boas práticas para a saúde digital....
imagem de cibersegurança para ilustrar texto sobre lgpd no rh

LGPD no RH: como estruturar processos e blindar os dados dos colaboradores

A adequação à LGPD no RH exige muito mais do que assinar termos jurídicos; depende de processos automatizados, governança centralizada e...

Conteúdos relacionados