Governança de Dados para Atender à RC 18 do Bacen 

Adeque-se à RC 18 com governança de dados, conformidade e rastreabilidade.
Atualizado em: 13/08/2026
Unidade de Negócio:

O ecossistema financeiro vive um período decisivo de transição. Diante de um ambiente marcado por volatilidade macroeconômica, reforma tributária e rigidez na concessão de crédito, a qualidade dos controles internos e da governança corporativa agora é um fator eliminatório na captação de recursos e na avaliação de risco das empresas brasileiras. A rastreabilidade e a confiabilidade das informações financeiras ganharam o mesmo peso estratégico dos resultados operacionais, condicionando o acesso ao capital e a competitividade das instituições. 

Nesse cenário de maior exigência por parte de credores e órgãos reguladores, a publicação da Resolução Conjunta nº 18 do Banco Central do Brasil (Bacen) consolidou uma mudança estrutural definitiva: a precisão, a integridade e a segurança dos dados prestados ao regulador deixam de ser uma demanda exclusivamente operacional da TI e passam a integrar a responsabilidade direta da alta administração. A norma reforça a urgência de estabelecer políticas, processos padronizados e controles contínuos que garantam a qualidade e a transparência do ativo de dados em todo o seu ciclo de vida. 

Diante do prazo regulatório até 31/08/2026, as instituições financeiras enfrentam o desafio de abandonar estruturas manuais para consolidar um modelo de governança plenamente auditável. Atender aos critérios do regulador exige alinhar papéis organizacionais bem definidos a uma arquitetura tecnológica robusta. 

Neste artigo, apresentamos como estruturar uma governança de dados no setor financeiro alinhada às exigências da RC 18 Bacen, detalhando os requisitos da norma, os principais gargalos operacionais do setor e como o programa integrado da Selbetti (que une consultoria especializada e a plataforma IBM watsonx.data intelligence) acelera essa jornada de conformidade. Continue a leitura!

O que é governança de dados e por que ela se tornou prioridade para instituições financeiras? 

A governança de dados é o sistema integrado de direitos de decisão, políticas, processos, métricas e responsabilidades organizacionais que estabelece como as informações de uma empresa são coletadas, armazenadas, processadas e protegidas. Longe de ser apenas uma ferramenta técnica de TI, trata-se de uma disciplina de gestão corporativa projetada para assegurar que o dado seja confiável, consistente, seguro e plenamente utilizável. 

No setor bancário, a governança de dados é um vetor estratégico prioritário por conta de transformar fluxos brutos de informação em ativos auditáveis. Diversos fatores justificam a urgência dessa pauta na alta liderança: 

  • Aumento do Rigor Regulatório: Órgãos supervisores exigem, em prazos cada vez mais curtos, a comprovação histórica do percurso de relatórios financeiros e contábeis, punindo inconsistências com sanções severas. 
  • Gestão Complexa de Riscos: Decisões de crédito, liquidez e capital exigem bases operacionais limpas e padronizadas, reduzindo a margem de erro em projeções financeiras. 
  • Adoção Responsável de Inteligência Artificial e Analytics: Modelos de IA Generativa e algoritmos preditivos dependem criticamente de dados governados para evitar vieses, respostas incorretas ou alucinações operacionais. 
  • Expansão Massiva de Canais Digitais: A multiplicação de pontos de contato digitais e o ecossistema de Finanças Abertas (Open Finance) aumentaram vertiginosamente o volume de transações em tempo real. 
  • Proteção de Dados Sensíveis: A sensibilidade das informações bancárias e a sobreposição entre normas setoriais e legislações de privacidade exigem controles rígidos de acesso, mascaramento e classificação. 

O que a RC 18 exige em relação à governança de dados? 

A Resolução Conjunta nº 18 do Banco Central estabelece que as instituições do Sistema Financeiro Nacional devem assegurar a qualidade contínua das informações utilizadas em seus modelos de gestão de riscos e nos reportes regulatórios. A norma fixa requisitos estruturais que demandam uma governança de dados formalizada e plenamente operacional. 

Qualidade dos Dados 

A resolução estabelece que a informação deve atender a dimensões rígidas de qualidade. Não basta que o dado exista; ele precisa ser acurado, completo, consistente, tempestivo e acessível. A instituição precisa criar mecanismos para medir continuamente esses atributos, identificando e corrigindo eventuais desvios antes do envio das informações ao regulador. 

Papéis e Responsabilidades 

A RC 18 Bacen exige a indicação formal de um Diretor Responsável perante o Banco Central, além da aprovação da Política de Qualidade das Informações (PQI) pelo Conselho de Administração. A aplicação prática envolve a criação de estruturas claras de governança, definindo explicitamente as figuras de Data Owners (proprietários do negócio responsáveis pelas regras), Data Stewards (guardiões operacionais) e custodiantes de TI. 

Rastreabilidade das Informações (Data Lineage) 

Um dos pilares mais complexos da norma é a garantia da rastreabilidade ponta a ponta. A instituição deve ser capaz de reconstruir a trajetória histórica do dado, desde o seu sistema de origem (Core Banking, planilhas, sistemas legados) até o relatório final apresentado ao Bacen. Isso requer o mapeamento de todas as transformações, cruzamentos e edições sofridas pela informação ao longo da esteira. 

Controles e Monitoramento Contínuo 

A norma veda validações pontuais ou esporádicas. Exige-se a implantação de um ecossistema de controles internos permanentes com indicadores chave de qualidade (KQIs). A instituição deve gerar alertas automáticos diante de anomalias e manter um histórico documentado de todas as incidentes e correções efetuadas para fins de fiscalização. 

Quais os principais desafios encontrados pelas fintechs e instituições financeiras para a governança de dados? 

A busca pela adequação RC 18 revela gargalos estruturais acumulados por anos de crescimento acelerado e sobreposição tecnológica no setor financeiro. Entre os principais obstáculos enfrentados pelas instituições, destacam-se: 

  • Dados Dispersos em Múltiplos Sistemas: A convivência entre plataformas legadas, bancos de dados relacionais e soluções em nuvem gera ecossistemas de informação altamente fragmentados e silos operacionais. 
  • Ausência de um Catálogo de Dados Corporativo: A falta de um repositório centralizado onde os termos de negócio e os ativos de dados estejam documentados impede que diferentes áreas compartilhem o mesmo significado para um determinado indicador. 
  • Baixa Qualidade e Inconsistência das Informações: Dados duplicados, campos nulos ou registros incompletos em sistemas legados comprometem as rotinas de reporte e demandam esforço braçal para higienização. 
  • Dificuldade para Identificar a Origem (Data Lineage): O uso histórico de scripts pontuais, planilhas paralelas e rotinas manuais de ETL torna a reconstrução da linhagem de dados um processo extremamente lento e suscetível a erros. 
  • Falta de Definição de Papéis e Responsabilidades: A incerteza sobre quem responde pela aprovação das regras de negócio de um ativo de dados gera paralisia decisória e lacunas na prestação de contas. 
  • Processos Manuais de Governança: Depender de mapeamentos feitos em planilhas estáticas resulta em documentações que se tornam obsoletas poucas semanas após a sua elaboração. 
  • Desafios no Monitoramento de Indicadores: Dificuldade técnica em criar dashboards automatizados para medir as dimensões de qualidade de forma contínua em volumes massivos de transações. 
  • Integração entre Sistemas Legados e Novas Tecnologias: Complexidade de conectar plataformas modernas de governança a sistemas legados sem a necessidade de reescrever o código de sistemas legados vitais para a operação. 

Como a Selbetti apoia a adequação à RC 18? 

Superar os desafios de governança de dados no setor financeiro exige uma abordagem estratégica que contemple processos corporativos, maturidade organizacional e automação tecnológica. A Selbetti posiciona-se como parceira única na jornada de conformidade com a Resolução Conjunta nº 18 do Bacen, entregando um programa de adequação unificado que elimina os riscos de coordenação entre múltiplos fornecedores. 

A atuação da Selbetti vai além da simples disponibilização de software. A solução integra consultoria especializada e capacidade de execução técnica do diagnóstico ao Go-Live

tabela com as informações sobre a adequação a RC 18 da Selbetti
Modelo de adequação à RC 18 da Selbetti
  1. Diagnóstico e Estruturação Normativa: Avaliação profunda do nível atual de maturidade da instituição, elaboração da Política de Qualidade das Informações (PQI) alinhada ao conselho e mapeamento do fluxo dos dados críticos. 
  1. Desenho de Governança e Processos: Definição da matriz de responsabilidade (Data Owners e Data Stewards), criação de dicionários de negócios e estruturação de rotinas voltadas para a preparação para auditoria
  1. Automação com IBM watsonx.data intelligence: Implantação e integração da plataforma tecnológica de classe mundial. O software realiza a descobrimento automatizado de dados, a catalogação contínua e a linhagem dinâmica (Data Lineage) sobre sistemas legados, eliminando processos manuais. 
  1. Execução Dedicada por Squads: Alocação de profissionais multidisciplinares (arquitetos de dados, engenheiros e consultores normativos) coordenados por PMO especializado, garantindo a entrega dentro do cronograma do Bacen sem sobrecarregar a equipe de TI da instituição. 

Essa arquitetura integrada permite às instituições financeiras reduzir drasticamente o tempo de implementação, eliminar falhas na prestação de contas, assegurar evidências auditáveis contínuas e estabelecer uma infraestrutura de dados governada sustentável para o longo prazo. 

Conclusão 

Estruturar uma governança de dados eficiente para responder à RC 18 do Bacen é indispensável para garantir a conformidade regulatória, proteger a alta administração e assegurar a qualidade das informações transacionadas. A consolidação de processos auditáveis mitiga riscos e fortalece a reputação das instituições financeiras. 

A Selbetti é a parceira ideal nessa transformação, unindo consultoria regulatória de ponta, execução dedicada e a avançada tecnologia do IBM watsonx.data intelligence em um único contrato. 

Quer garantir a conformidade da sua instituição com transparência e segurança dentro do prazo do Banco Central? Conheça o Programa de Adequação à RC 18 da Selbetti e converse com nossos especialistas regulatórios. 

Marcelo Cereto

Atua como Head da Unidade de Negócios de IT Solutions na Selbetti, empresa líder em tecnologia. Engenheiro Eletrônico com pós-graduação em Gestão Comercial, possui mais de 30 anos de experiência no setor, com forte atuação em liderança comercial e desenvolvimento de estratégias de crescimento. Assumiu a liderança da solução IT Solutions, levando ao mercado soluções em Cloud, Cybersecurity, ITO, Inteligência Artificial, Automação e FinOps. É reconhecido por sua visão estratégica e foco em resultados, lidera uma estrutura alinhada ao conceito One Stop Tech, com o propósito de acelerar a transformação digital dos clientes.
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